Como você cuida das pessoas?
"Comecei ouvindo. Toda consulta começa com uma escuta genuína — histórico, rotina, o que já tentaram, o que não funcionou, e principalmente o que essa dor está atrapalhando na vida da pessoa. Porque dor crônica não é só um número numa escala de 0 a 10. É a viagem que a pessoa deixou de fazer, a noite de sono que não vem, a paciência que já não sobra pros filhos no fim do dia.
Duas pessoas com a mesma queixa podem sair daqui com caminhos completamente diferentes, porque a causa raramente é igual. Uma dor pode vir de uma tensão emocional guardada há anos, de um sistema nervoso que nunca teve descanso, de uma inflamação silenciosa que os exames não mostram. E isso só se descobre perguntando, examinando com calma — sem pressa de encaixar ninguém num protocolo pronto.
No fim, o que me move é simples: entender a pessoa inteira, não apenas o ponto que dói. Foi assim que aprendi a tratar, e é assim que continuo até hoje."
Por que Acupuntura, Homeopatia e Terapia Neural, especificamente?
"Comecei pela Acupuntura, buscando uma abordagem que enxergasse o corpo como um sistema inteiro — não órgãos isolados, cada um resolvendo seu próprio problema sem conversar com o resto. Fazia sentido pra mim: eu já sabia, da Odontologia, que uma dor no maxilar podia vir do pescoço, que uma inflamação bucal reverberava pelo corpo inteiro. A Acupuntura só confirmou, de forma mais profunda, algo que eu já desconfiava na prática — o corpo não separa as coisas do jeito que a gente separa as especialidades médicas.
Da Acupuntura, o caminho até a Homeopatia foi quase natural. É uma abordagem que respeita o tempo de cada corpo, que trata a pessoa como um todo em vez de uma lista de sintomas pra eliminar um por um. Ela me ensinou paciência com o processo de cura — algo que a urgência da Odontologia, sempre correndo atrás da dor imediata, nunca tinha me ensinado.
E por último veio a Terapia Neural, que foi a peça que faltava. Uma técnica que trabalha direto no sistema nervoso autônomo, muitas vezes a raiz real por trás daquelas dores crônicas que "não têm explicação" nos exames. Hoje, essas três técnicas conversam entre si no meu consultório. Cada pessoa recebe a combinação que faz sentido pra sua história — porque foi assim, buscando entender a minha própria trajetória, que percebi que ninguém se encaixa numa fórmula única."
